Suas Finanças

Reserva de Emergência: passo a passo para construir o seu ‘colchão’ de forma eficiente

Quando o assunto é segurança financeira, todos os especialistas concordam: é preciso começar pela Reserva de Emergência.

A Reserva de Emergência é uma proteção valiosa para situações inesperadas e pode evitar que problemas momentâneos se tornem crises financeiras.

Além disso, também é uma boa estratégia para quem quer começar a formar patrimônio e investir de maneira segura.

Neste artigo, vamos entender o que é a Reserva de Emergência, por que ela é importante, quem deve fazer uma reserva, o valor ideal, quando começar a construí-la, onde investir para obter os melhores resultados e mais.

O que é a Reserva de Emergência e como funciona?

A Reserva de Emergência é uma economia feita ao longo do tempo para cobrir despesas mensais fixas durante um período específico decorrente de imprevistos ou situações emergenciais.

Ela atua como uma espécie de rede de segurança financeira, que tem o objetivo de oferecer tranquilidade ou o chamado “fôlego financeiro” em situações de redução repentina de renda ou emergências, como: despesas médicas imprevistas, reparos urgentes inesperados, perda de emprego ou qualquer outro evento que possa impactar negativamente o orçamento pessoal ou familiar.

Para os especialistas em finanças, estar preparado para esses casos é fundamental, pois as situações adversas irão acontecer, é fato. Nós apenas não sabemos quando.

Essa reserva deve estar investida em aplicações de alta liquidez, ou seja, que permitam o resgate imediato, para que esteja disponível sempre que necessário.

Por que a Reserva de Emergência é importante?

A Reserva de Emergência atua como um verdadeiro colchão financeiro, proporcionando segurança e tranquilidade em momentos de crise ou imprevistos.

Por incrível que pareça, muitas pessoas não montam a Reserva de Emergência e um exemplo de momento recente que afetou a todos e evidenciou mais do que nunca a necessidade de se ter uma, foi a pandemia de Covid-19.

Contrário do que muitos pensam, a reserva não é feita tendo em mente apenas situações emergenciais individuais, como acidentes ou problemas de saúde.

Crises econômicas ou setoriais, a desvalorização do dinheiro, por exemplo, podem afetar diretamente o orçamento familiar.

Sendo assim, por mais cuidadosos e responsáveis que sejamos em nossa vida pessoal, precisamos reconhecer que pouco podemos fazer em relação ao ambiente macroeconômico do qual fazemos parte.

Ao contar com uma Reserva de Emergência, você está se protegendo contra todo e qualquer imprevisto que possa ocorrer.

Além de também prevenir a necessidade de recorrer a empréstimos ou utilizar o cheque especial, que costumam ter juros elevados, e assim, não se acumulam dívidas que podem comprometer o futuro financeiro.

Quem deve fazer a Reserva de Emergência?

A Reserva de Emergência não é um luxo, mas sim uma necessidade para todos. Ela é essencial para todas as pessoas, independentemente de sua situação financeira, e não apenas para os investidores que desejam acumular patrimônio.

Quanto menor for a renda, maior deve ser o foco na construção dessa reserva, uma vez que imprevistos afetam a todos e aqueles que já possuem um capital elevado não tendem a se preocupar.

A ausência de uma reserva pode levar a um ciclo de endividamento e comprometer a saúde financeira de qualquer indivíduo.

Além disso, sem ela, não há segurança para ter sucesso com os investimentos!

Quando se deve começar a fazer uma Reserva de Emergência?

A formação da Reserva de Emergência deve começar o mais cedo possível.

Ela deve ser um passo anterior ao momento de fazer investimentos que serão usados como base financeira para a realização de objetivos e metas.

Mesmo que seja construída aos poucos, cada valor poupado é essencial para enfrentar situações inesperadas.

Como dizem os especialistas: é melhor que se tenha o equivalente a um mês de gastos guardado na Reserva de Emergência do que valor nenhum.

Postergar esse processo pode deixá-lo vulnerável a imprevistos que possam surgir a qualquer momento.

Se você ainda não criou a sua reserva, o ideal é começar a juntar esse dinheiro o quanto antes para evitar imprevistos e ter uma segurança maior para você e para o futuro da sua família.

Qual o valor ideal para a Reserva de Emergência?

O valor ideal para a Reserva de Emergência pode variar conforme as despesas mensais e o nível de segurança desejado.

Esse valor pode dividir opiniões entre os especialistas em finanças, mas  há o consenso de que ela não deve ser menor do que quatro meses de cobertura do que é considerado como “essencial” para manter o custo mensal de cada pessoa.

Com isso, é recomendado acumular de seis a doze meses de custos essenciais para garantir uma boa cobertura.

Como calcular a Reserva de Emergência?

Para calcular a Reserva de Emergência, é importante fazer um levantamento detalhado das despesas mensais fixas e variáveis, como moradia, alimentação, financiamentos e saúde, entre outros.

Some esses valores e multiplique por seis a doze, de acordo com o período de segurança desejado. O resultado será o montante a ser acumulado na Reserva de Emergência.

Supondo que você gaste R$ 3 mil por mês nas despesas fixas como água, luz, internet, aluguel/condomínio, supermercado, plano de saúde e etc. Para ter o mínimo de conforto no momento do aperto, considere 6 meses de reserva.

Ou seja: 6 x R$ 3 mil = R$ 18 mil no total.

Porém, se o seu custo médio é de R$ 5 mil, será necessário R$ 25 mil para garantir o mesmo período de segurança em caso de emergências.

Desta forma: 6 x R$ 5 mil = R$ 25 mil

Contudo, o período considerado ideal dessa cobertura varia de pessoa para pessoa e inevitavelmente sofre alterações.

Para começar a juntar este montante, ter o orçamento organizado é fundamental. Pois, assim, é possível eleger um valor mensal que será destinado exclusivamente a este fundo de segurança.

Algo que dificulta o processo de construção da reserva é esperar que sobre algum dinheiro no final do mês para que ele então seja remanejado.

Uma sugestão para evitar que a contribuição seja esporádica é incluir a quantia nos gastos fixos do mês, tornando a reserva tão relevante quanto as outras contas.

Para aqueles que estão com o orçamento apertado, vale revisar os gastos e cortar aqueles considerados supérfluos.

Quanto guardar por mês?

Definir o valor a ser guardado por mês dependerá das possibilidades financeiras de cada pessoa e do momento de vida em que se encontram.

É importante fazer um orçamento detalhado e destinar uma porcentagem de sua renda para a Reserva de Emergência.

Uma porcentagem considerada como adequada pelos especialistas em finanças é poupar entre 10% e 20% da renda. Mas, é sempre importante avaliar que cada caso é um caso.

Onde investir para construir sua Reserva de Emergência?

Existem vários investimentos que podem ser usados como Reserva de Emergência, mas três aspectos fundamentais devem ser levados em consideração na hora de construir uma:

Segurança 

É fundamental procurar apenas investimentos de baixo risco para a sua reserva. Ou seja, focar em oportunidades na renda fixa.

Mas, é preciso ter em mente que nem todos os investimentos desta classe servem bem a este propósito, pois cada título possui riscos diferentes.

Liquidez 

Ela está relacionada à facilidade e rapidez com que é viável resgatar o dinheiro sem perdas nos rendimentos ou no valor investido.

Para a Reserva de Emergência, é preciso procurar por títulos seguros e com liquidez diária. Isto é, que permitem resgates a qualquer momento.

Rentabilidade

Diferente de outros objetivos, voltados para a construção do patrimônio, a rentabilidade não será o ponto crucial para decidir onde investir esse dinheiro.

Sua função é, basicamente, proteger seu patrimônio e fornecer tranquilidade em caso de acontecimentos inesperados.

O mais adequado é encontrar um investimento seguro e líquido e deixar o montante investido enquanto não precisar utilizá-lo.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *